A EDUCAÇÃO AMBIENTAL PÓS-CRÍTICA INDISSOCIÁVEL À FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS:
UM RECORTE SOBRE LIDERANÇAS SOCIAIS DO BAIRRO SERRINHA
Visualizações: 481DOI:
https://doi.org/10.62236/missoes.v11i3.505Palavras-chave:
Educação ambiental, Formação docente, Justiça ambiental, Racismo ambiental, Movimentos sociaisResumo
Este artigo analisa o papel das ações de Educação Ambiental promovidas pelo curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Ceará (UECE) na formação de educadores ambientais capazes de atuar como lideranças sociais na Comunidade Vila Garibaldi (Guaribal), situada no bairro Serrinha, Fortaleza. Utilizando abordagem crítica e pós-crítica, o estudo investiga como disciplinas de Práticas como Componente Curricular (PCC) e projetos de extensão contribuem para a capacitação dos licenciandos, enfatizando a articulação entre saberes acadêmicos, conhecimentos locais e movimentos sociais. Os resultados apontam que a participação dos estudantes em contextos socioambientais desafiadores fortalece a compreensão sobre territorialidade, justiça ambiental e racismo ambiental, potencializando uma formação docente transformadora. Conclui-se que a integração entre universidade e comunidade é fundamental para promover mudanças éticas, críticas e participativas, consolidando educadores ambientais atuantes e comprometidos com a transformação social.
Downloads
Referências
ABÍLIO, Francisco José Pegado. (Org.). Educação ambiental para o Semiárido. João Pessoa: Editora Universitária da UFPB, 2011.
ACSELRAD, Henri. Ambientalização das lutas sociais - o caso do movimento por justiça ambiental. Estudos avançados, v. 24, p. 103-119, 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142010000100010
AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (Brasil). Manual de usos consuntivos da água no Brasil. Brasília: ANA, 2019.
ALVES, Stevam Gabriel; SANTOS, Solange Laurentino dos. Injustiças e conflitos socioambientais: o que são e como surgem?. Revista: Gestão e Sustentabilidade Ambiental, Florianópolis, v. 6, n. 2, p. 216-226, 2017. DOI: https://doi.org/10.19177/rgsa.v6e22017216-226
ALVES, Tereza Cristina Valverde Araujo. Parques urbanos de Fortaleza-CE: espaço vivido e qualidade de vida. 2013. 198 f. Tese (Doutorado em Geografia) — Instituto de
Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita
Filho”, Rio Claro-SP, 2013. Disponível em:
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/104416/alves_tcva_dr_rcla.pdf;jsess ionid=E9BF51BC74EFB86645759BB362814666?sequence=1. Acesso em: 22 Jul. 2025.
BRASIL - Plano Nacional de Educação (PNE) – Lei 10.172, de 09 de janeiro de 2001.
BRASIL. Fortaleza (CE). Decreto nº 13.286, de 14 de janeiro de 2014. Dispõe sobre a criação e regulamentação dos Parques Urbanos das Lagoas de Fortaleza. Diário Oficial do Município de Fortaleza, Fortaleza, CE, 14 jan. 2014. Disponível em: https://www.fortaleza.ce.gov.br/images/urbanismo/parquesurbanos/Decreto-13286-2014 .pdf. Acesso em: 20 jul. 2025.
CARDOSO, Ana Maria Ferreira. Tessitura de Saberes Ambientais e Ecopráxis no Movimento Pró-parque Lagoa de Itaperaoba, em Fortaleza. 2012. 156 f. Tese
(Doutorado) — Programa de Pós-graduação em Educação Brasileira, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2012. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/7614. Acesso em: 22 de Julho de 2025.
CARVALHO, Isabel Cristina Moura. Educação Ambiental Crítica: nomes e endereçamentos da educação. In: LAYRARGUES, Philippe Pomier (Org.). Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília: MMA, Diretoria de Educação Ambiental, 2004. P. 13-24.
BRASIL. Parecer CNE/CP9/2001 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília: MEC, 2001.
DIAS, A. M. L. Discutindo caminhos para a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Revista Brasileira de Docência, Ensino e Pesquisa em Educação Física, Cristalina, v. 1, n. 1, p. 37-52, 2009.
FERNANDES, Bernardo Mançano. Movimentos socioterritoriais e movimentos socioespaciais: Contribuição teórica para uma leitura geográfica dos movimentos sociais. OSAL: Observatório Social de América Latina. 16 jun. 2005. Buenos Aires:
CLACSO, 2005.
FIGUEIREDO, João Batista de Albuquerque. Educação Ambiental Dialógica: as contribuições de Paulo Freire e da cultura sertaneja nordestina. Fortaleza: Edições UFC, 2007.
FLORES, Murilo. A identidade cultural do território como base de estratégias de desenvolvimento–uma visão do estado da arte. In: Programa Dinámicas Territoriales Rurales - Rimisp. Santiago, Chile: RIMISP, 2006.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GARCIA, E. Pesquisa bibliográfica versus revisão bibliográfica - uma discussão necessária. Línguas & Letras, [S. l.], v. 17, n. 35, 2016.
GIROUX, Henry A. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. 1997.
GADOTTI, Moacir. Extensão universitária: para quê. Instituto Paulo Freire, v. 15, n. 1-18, p. 1, 2017.
HUME, David. Tratado da natureza humana. 2. ed. Tradução de Deborah Danowski. São Paulo: Unesp, 2009.
IARED, Valéria Ghisloti. HOFSATTER, Lakshmi Juliane Vallim. TULLIO, Ariane Di. OLIVEIRA, Haydée Torres de. Educação ambiental pós-crítica como possibilidade para práticas educativas mais sensíveis. Educação e Realidade, v. 46, n. 3, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/2175-6236104609
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. Pesquisa e organização Rita Carelli. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. Companhia das Letras, 2022.
LITTLE, P. E. Os Conflitos Socioambientais: um Campo de Estudo e de Ação Política. In: BURSZTYN, M. (Org.) A difícil sustentabilidade: política energética e conflitos ambientais. Rio de Janeiro: Garamond, 2001. p. 107-122.
LOUREIRO, C. F. B., et al. (2009). Contribuições da teoria marxista para a educação ambiental crítica. Cadernos Cedes, 29(78), 351-365 DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-32622009000100006
MARX, K. O Capital. In: _______. A lei geral da acumulação capitalista: crítica da economia política. Tradução de Régis Barbosa e Flávio R. Kothe. São Paulo: Nova Cultural, 1988. (Coleção Os Economistas, Livro I, tomo 2).
MELO, A.; BARZANO, M. A. “Se acabar o rio, a comunidade acaba”: dimensão pedagógica do racismo ambiental. Práxis & Saber, v. 12, n. 28, e11075, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.19053/22160159.v12.n28.2021.11075. Acesso em: 20 jul. 2025. DOI: https://doi.org/10.19053/22160159.v12.n28.2021.11075
MENDES, Rosana Maria; MISKULIN, Rosana Giaretta Sguerra. A análise de conteúdo como uma metodologia. Cadernos de pesquisa, v. 47, n. 165, p. 1044-1066, 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/198053143988
NEWELL, Peter. Race, class and the global politics of environmental inequality. Global environmental politics, v. 5, n. 3, p. 70-94, 2005. DOI: https://doi.org/10.1162/1526380054794835
PIZZANI, Luciana. SILVA, Rosemary Cristina da. BELLO, Suzelei Faria. HAYASHI Maria Cristina Piumbato Innocentini. A arte da pesquisa bibliográfica na busca do conhecimento. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v.10, 2012. DOI: https://doi.org/10.20396/rdbci.v10i1.1896
SANTOS, Arantxa Carla da Silva Santos; PAES, Renata da Cruz; PONTES, Altem Nascimento. Mídia pós-massiva: um levantamento de podcast especializado em meio ambiente como instrumento de conscientização ambiental. Belo Horizonte. Texto Livre: Linguagem e Tecnologia, v. 12, n. 1, p. 153-168, 2019. DOI: https://doi.org/10.17851/1983-3652.12.1.153-168
SOARES, Leandro Queiroz; FERREIRA, Mário César. Pesquisa participante como opção metodológica para a investigação de práticas de assédio moral no trabalho. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, v. 6, n. 2, p. 85-109, 2006.
TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e pesquisa, v. 31, p. 443-466, 2005. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-97022005000300009
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Missões: Revista de Ciências Humanas e Sociais

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.