REDUÇÕES JESUÍTICO - INDÍGENAS
GUARANIZAÇÃO, REPRESENTAÇÕES, NARRATIVAS E PROCESSOS DE HOMOGENEIZAÇÃO CULTURAL NO TAPE
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https://doi.org/10.62236/missoes.v12i2.492Palavras-chave:
Guaranização, Reduções Jesuíticas;, História Indígena, Etno-história, TapeResumo
O presente artigo analisa o processo de guaranização ocorrido nas reduções de jesuítas e indígenas instaladas no território da antiga Província do Paraguai, com ênfase na região do antigo tape, atual Rio Grande do Sul. O conceito de guaranização desenvolvido a partir de fontes coloniais e da crítica etno-histórica, permite compreender como cronistas, missionários e administradores coloniais contribuíram para a criação de uma imagem homogênea do chamado “índio guarani no período colonial”, invisibilizando a diversidade étnica e cultural que caracterizava as populações nativas meridionais. A partir de referenciais teóricos da História Cultural e da Etno-História discuto a maneira pela qual a língua, a catequese e a estrutura missioneira promoveram não apenas a conversão religiosa, mas a reconfiguração simbólica e identitária de grupos étnicos nativos sob o signo do “Guarani reduzido”. Fontes históricas e autores contemporâneos servem de base para problematizar o modo como uma parte da historiografia e os discursos coloniais projetaram sobre o território uma unidade sociocultural que não existiu de fato. Considero que o fenômeno da guaranização foi menos um processo étnico real e mais uma operação discursiva e política, consolidada nas reduções como parte do projeto de cristianização e ordenamento realizado coroa espanhola.
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