“DA SENSIBILIDADE À RESISTÊNCIA”
OS ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO NO MOVIMENTO FEMININO PELA ANISTIA NO BRASIL
Visualizações: 320DOI:
https://doi.org/10.62236/missoes.v11i3.446Palavras-chave:
Direitos Humanos, Dignidade, Família, Gênero, IgualdadeResumo
A participação das mulheres no Movimento Feminino pela Anistia (MFPA) durante a ditadura civil-militar no Brasil permanece um tema pouco explorado na historiografia. Tradicionalmente, a resistência ao regime foi analisada sob uma perspectiva que privilegiou o protagonismo masculino, negligenciando a atuação feminina e evidenciando lacunas nos estudos sobre gênero e autoritarismo. Este estudo analisa a trajetória do MFPA a partir da figura de sua líder e fundadora, Therezinha Zerbine, enfocando os “estereótipos de gênero” como estratégia política no enfrentamento à ditadura. A metodologia no estudo insere-se nos campos da história e gênero, fundamentando-se nas contribuições de Joan Scott, Michael Pollak e Maurice Halbwachs para articular gênero e memória em uma abordagem interdisciplinar. Os resultados destacam o papel central das mulheres na resistência ao regime, ressaltando a relevância do MFPA na recuperação da memória histórica e no resgate do protagonismo feminino na luta contra a repressão ditatorial.
Downloads
Referências
BUTLER, Judith. Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012.
CARBONI, Maria Cecília Conte. Maria Quitéria: o Movimento Feminino pela Anistia e sua imprensa (1975-1979). 2008. Dissertação (Mestrado em História) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em: https://tede2.pucsp.br/handle/handle/13070. Acesso em: 7 abr. 2023.
DUARTE, Ana Rita Fonteles. Jogos de Memória- O Movimento Feminino Pela Anistia no Ceará (1976-1979). Fortaleza: INESP, UFC, 2012.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71-99, jul./dez. 1995.
Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721. Acesso em: 7 abr. 2023.
HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. 2. ed. São Paulo: Centauro, 2006.
MOVIMENTO FEMININO PELA ANISTIA. Estatuto do Movimento Feminino pela Anistia, 15 dez. 1975. São Paulo. In: BRASIL. Documentos do Brasil Nunca Mais/Memorial da Anistia. Disponível em: http://memorialanistia.org.br/acervo-disponivel/. Acesso em: 12 mar. 2023.
OLIVEIRA, Lucas Monteiro de. As dinâmicas da luta pela anistia na transição política. 2015. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-02062015-171603/. Acesso em: 7 abr. 2025.
PERROT, Michelle. As mulheres ou silêncio da história. São Paulo: EDUSC, 2005.
POLLAK, Michael. Memória, esquecimento e silêncio. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 2, n. 3, p. 3-5, 1989.
DEL PORTO, Fabiola Brigante. A luta pela anistia no regime militar brasileiro: a constituição da sociedade civil no país e a construção da cidadania. 2002. Dissertação (Mestrado em Ciência Política) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2002. Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1591954. Acesso em: 7 abr. 2023.
ZERBINE, Therezinha Godoy. Entrevista ao programa Resistir é Preciso, do Instituto Vladimir Herzog. Direção de Ricardo Carvalho, 2011. Disponível em: https://resistirepreciso.org.br/. Acesso em: 23 abr. 2023.
ZERBINE, Therezinha Godoy. Anistia- Sementes da Liberdade. São Paulo: Salesianas, 1979.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Missões: Revista de Ciências Humanas e Sociais

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.